Estudo de Caso

Chapas de Fundo de Tanques com Revestimento Espesso

Avaliação de sensibilidade e eficácia da tecnologia MFL (Magnetic Flux Leakage) em superfícies revestidas com até 5 mm de espessura.

Questão Fundamental

O MFL continua sendo eficaz nesta condição?

A presença de revestimentos espessos no fundo de tanques de armazenamento frequentemente gera dúvidas quanto à eficiência da inspeção utilizando a tecnologia MFL (Magnetic Flux Leakage).

// Pergunta Central

“Até que ponto o revestimento interfere na sensibilidade do equipamento e compromete a detecção de defeitos?”

Nesta página apresentamos um ensaio prático realizado pela Safe Metal para demonstrar o comportamento do equipamento SAFE-HALL SH-32 em diferentes espessuras de revestimento.

Física do Ensaio

Como o revestimento influencia o MFL?

A espessura do revestimento acarreta:

  • Uma maior distância entre o elemento magnetizador e a chapa – reduzindo a saturação do campo magnético no interior da chapa;
  • Afastamento dos sensores (lift-off), reduzindo sua sensibilidade na detecção do campo de fuga.

A questão crucial é saber se essa redução é impeditiva na prática.

Metodologia de Teste

Ensaio Realizado

Para responder a essa dúvida, foram feitas três varreduras sobre uma chapa de teste de aço carbono de 10 mm de espessura, contendo 6 defeitos artificiais, nas seguintes situações:

  • Chapa sem revestimento;
  • Chapa com uma manta de borracha de 3 mm de espessura;
  • Chapa com uma manta de borracha de 5 mm de espessura.

Nas figuras a seguir, as 32 linhas do quadrante da esquerda representam as leituras da intensidade do campo de fuga captadas pelos 32 sensores e o quadrante da direita representa um “mapa de calor” destas medidas.

Chapa de teste de aço carbono de 10 mm com 6 defeitos artificiais usada no ensaio MFL da Safe Metal
Leitura do SinalRevestimento: 0 mm
Sinal captado no equipamento MFL — Caso 1 — Chapa sem Revestimento
Referência (0 mm)

Caso 1 — Chapa sem Revestimento

Nesta condição obtém-se a máxima sensibilidade do equipamento, servindo como referência para comparação com os demais ensaios. Observa-se pelas ondulações do sinal que os 6 defeitos foram identificados.

Leitura do SinalRevestimento: 3 mm
Sinal captado no equipamento MFL — Caso 2 — Revestimento de 3 mm
Revestimento Médio (3 mm)

Caso 2 — Revestimento de 3 mm

Observa-se uma pequena redução na intensidade do sinal quando comparado ao ensaio sem revestimento, porém os defeitos continuam claramente identificáveis no mapa térmico e nas curvas de amplitude.

Leitura do SinalRevestimento: 5 mm
Sinal captado no equipamento MFL — Caso 3 — Revestimento de 5 mm
Revestimento Espesso (5 mm)

Caso 3 — Revestimento de 5 mm

Mesmo com uma redução adicional da sensibilidade, os sinais referentes aos 6 defeitos permanecem presentes. Os defeitos menores exigirão uma atenção maior do operador durante o ensaio.

Ajuste de Sensibilidade do Equipamento

O equipamento MFL desenvolvido pela Safe Metal possui um recurso de ajuste que permite um aumento de cerca de 10% na sensibilidade e que pode ser usado nesta aplicação em chapas com revestimento espesso.

Conclusão

Embora o revestimento espesso reduza a sensibilidade do sistema, os testes demonstraram que a inspeção por MFL continua sendo tecnicamente viável.

✓

Todos os 6 defeitos do corpo de prova foram detectados nos 3 cenários.

✓

O equipamento mantém capacidade de inspeção mesmo com revestimentos de até 5 mm.

✓

O recurso de ajuste de sensibilidade existente no equipamento permite otimizar ainda mais seu desempenho nesta aplicação.